Há mais de dois anos a Cooperativa Central Mineira de Laticínios Ltda, a Cemil, estava pleiteando, junto à Prefeitura de Caruaru, a doação de um terreno para construção da fábrica. A área tem 20 hectares e fica em um local estratégico, às margens da BR-104, próximo à Central de Abastecimento de Caruaru, Ceaca. É um local estratégico, por onde passa o sistema de água da Barragem do Prata. E como a fábrica vai precisar de bastante água e de boa qualidade, a Prefeitura acabou atendendo à solicitação. Com o empreendimento, a expectativa da Cemil é que sejam gerados 150 empregos diretos e mais de mil indiretos. A fábrica deve ficar pronta em 12 meses.
“Demorou, mas finalmente nós conseguimos. Vimos outras indústrias se instalarem aqui na região e agora chegou a nossa hora”, enfatizou o presidente da Cemil, João Bosco Ferreira. O investimento é de aproximadamente R$ 45,5 milhões, mas em princípio a fábrica vai contemplar apenas a produção do leite longa vida. Posteriormente, virão os outros produtos, como o queijo e demais derivados. “A nossa produção inicial será de 100 mil litros de leite por dia, mas a nossa intenção é dobrar isso, mas tudo vai depender dos produtores”, afirmou o presidente.
A Prefeitura de Caruaru, além de doar o terreno para a empresa, também vai proporcionar uma isenção de impostos de dez anos para o IPTU e o ISS. “Nós oferecemos o que já é praticado pela Prefeitura quando se trata de incentivar a instalação de grandes empresas aqui, a diferença é a localização, que não está no Distrito Industrial”, informou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Caruaru, Franco Vasconcelos.
DEMORA
O maior problema na liberação do terreno para a instalação da Cemil em Caruaru foi a burocracia para legalização da situação da área. Segundo o procurador do municio, João Alfredo Beltrão, que intermediou a negociação, o terreno não estava legalizado, assim como acontece com a maioria dos imóveis e áreas em Caruaru. “A Prefeitura teve um prejuízo enorme por conta dessa demora em regularizar o terreno. Foram vários processos, incluindo alguns estudos, como o de viabilidade do terreno”, concluiu o Procurador.
Fábrica deve gerar 150 empregos em Pernambuco
14/07/2011