Em discursos durante visitas a cidades do Sertão do estado, presidente destaca que região vem encurtando distância entre as mais desenvolvidas do país
Mais nordestino do que nunca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu às memórias de infância no Sertão pernambucano para confirmar ao povo nordestino que a região passa, cada vez mais, por uma fase de crescimento. Que está correndo atrás do prejuízo e diminuindo a distância que mantinha das outras regiões mais desenvolvidas no país. Com o discurso popular que faz uso para falar aos eleitores mais humildes, Lula destacou que o Nordeste vem tendo mais resultados na educação, em investimentos e tais resultados são amarrados a números grandiosos.
Uma obra do governo federal que emprega 8 mil pessoas e deve chegar a 10 mil até o fim do ano, a transposição das águas do Rio São Francisco custa aos cofres federais R$ 6 bilhões e inflama o discurso de Lula de que o governo está no rumo certo para tirar o Nordeste da miséria. Pelo menos no que diz respeito à seca. "A água (do Rio São Francisco) vai lá para o mar, então a gente queria tirar um pouco dessa água para dar para a região mais seca do país, que é o semiárido nordestino e fazer com que as pessoas tivessem possibilidade de ter água para beber e ter água até para criar pequenos animais, para fazer pequenas irrigações", discursou Lula para uma plateia entusiasmada, em cima de um palanque disputado centímetro a centrímetro por políticos, candidatos integrantes da caranava presidencial.
Depois de uma noite dormida num canteiro de obras, durante a maratona pelas escavações da transposição ontem, Lula discursou para trabalhadores e conversou com jornalistas. Em Floresta, foi categórico. Disse que a obra, a qual classificou como a mais importante do Nordeste, era irreversível e que deveria ser tocada pelo seu sucessor, mesmo que não seja da base governista.
Seguindo a agenda de três dias, o presidente ainda fica hoje no estado. Pela manhã, a programação começa oficialmente às 8h45, com visita de Lula às obras de concretagem do canal do Eixo Norte, em Cabrobó. Em seguida, ele vai às obras de construção de barragem e se encontra com trabalhadores da obra. O presidente faz ainda uma visita à Vila Produtiva Rural Junco, para onde foram deslocadas as famílias removidas de suas casas para construção do canal da transposição. Haverá uma cerimônia no local e, às 15h30, o presidente se desolca para Juazeiro do Norte (CE), com um sobrevoo pela rodovia Transnordestina. Parte prometendo voltar mês que vêm.
Da redação - Diario de Pernambuco