Caixa Econômica anunciou ontem a liberação de crédito para compra de material de construção. Valor máximo do financiamento é de R$ 10 mil
SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal lançou nova linha de crédito de R$ 1 bilhão para financiamento do setor de materiais de construção. O crédito será feito através da linha Crediário Caixa Fácil, que será contratado nas próprias lojas do setor.
O valor máximo do financiamento será de R$ 10 mil, com prazo de pagamento de até 24 meses. O cliente poderá escolher a data de vencimento da primeira prestação em até 59 dias após a contratação, e o pagamento poderá ser feito por boleto bancário ou débito em conta. A linha terá juros prefixadas e flexíveis.
Somados os recursos da linha com o disponível pelo Construcard – linha onde o cliente obtém junto à Caixa um cartão para realizar as compras de materiais de construção-, o banco planeja financiar R$ 5 bilhões para o setor no próximo ano.
Para poder oferecer a linha de crédito, as lojas precisam assinar convênios com a Caixa. Hoje já foram assinados convênios com as lojas Dicico, Casas Próprias e Certel. Além disso, a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) fechou um acordo com o banco para divulgar a linha entre os associados.
Nosso objetivo é expandir o volume de concessão de crédito no segmento, atendendo às necessidades do público de menor renda, com taxas bastante competitivas. “Mais uma vez, a Caixa está alinhada à política do governo federal, que recentemente propôs a ampliação do prazo de redução de IPI até 2010”, disse o vice-presidente de Pessoa Física do banco, Fábio Lenza, em comunicado.
A medida vai impulsionar as venda da indústria fabricante de material de construção. A previsão da indústria é alcançar receita de R$ 112 bilhões, em 2010. Este ano, deve ser de R$ 97 bilhões. O setor afirma que a capacidade de produção será capaz de suportar a expansão da demanda, já estimulada por desonerações do governo.
MINHA CASA
O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida pode abarcar, a partir de janeiro, a construção de casas de aço baseadas em estruturas produzidas por siderúrgicas, e não por empreiteiras tradicionais.
A Caixa Econômica Federal, gestora do programa, diz ter recebido ontem um projeto feito em parceria entre a siderúrgica mineira Usiminas e a Prefeitura de Volta Redonda (RJ). Segundo a Caixa, a análise de propostas não costuma demorar mais do que 15 dias.
O projeto para Volta Redonda – base da CSN, uma das principais concorrentes da Usiminas – prevê a construção de 688 apartamentos para famílias com renda entre um e três salários mínimos. As unidades serão distribuídas em 43 prédios e exigirão um investimento de R$ 32,7 milhões, em 814 toneladas de aço com alta resistência a corrosão.
Apesar da base siderúrgica, a licitação a ser feita pelo município selecionará uma construtora civil tradicional, que usaria a solução construtiva desenvolvida pela companhia.
Os tijolos tradicionais entrariam como recheio da estrutura geral. A principal vantagem do modelo, de acordo com o diretor de Vendas da Usiminas, Ascânio Merrighi, é a redução em até 30% do tempo de entrega da obra em relação a construções tradicionais.
Da redação - Jornal do Commercio