Quem quer que venha a ser eleito para governar Pernambuco no quatriênio 2011-2014 não terá dificuldades para administrar, pelo menos sob o ponto de vista financeiro. O que o Estado garantiu de empréstimo no curso deste ano é o suficiente para assegurar ao próximo governante um vigoroso programa de investimentos. Foram três grandes empréstimos, um no BNDES e dois no Banco Mundial, totalizando cerca de R$ 1 bilhão, afora o que ainda estar por vir por conta da Copa de 2014.
O primeiro dos três empréstimos, no valor de 154 milhões de dólares, contraído junto ao Bird (Banco Mundial), será inteiramente direcionado para a área de educação. O segundo, também no Bird, destina-se a obras de saneamento na bacia do rio Capibaribe, a exemplo do que já está sendo feito pelo governo federal nas cidades localizadas às margens do rio São Francisco. E o terceiro no valor de R$ 650 milhões foi tomado ao BNDES para aplicação em obras de infra-estrutura.
Para que não se pense que apenas a Assembleia Legislativa, de maioria governista, é que discute e aprova projetos do executivo em tempo recorde, o empréstimo do Bird para obras de saneamento, no valor de 190 milhões de dólares, foi autorizado pelo Senado em 48 horas. O pedido de autorização chegou àquela Casa no dia 14 e no dia 16 foi aprovado pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e pelo plenário, apesar de os três senadores de Pernambuco serem da oposição.
Da redação - Folha de Pernambuco