Clipping

Empresas de Pernambuco desafiam a crise

Com crescimento acima de 100% em 2016, 14 negócios pernambucanos foram selecionados pelo programa Scale-Up

Como se vivessem em uma verdadeira bolha dentro do Brasil, empresas colocam a crise econômica no bolso e crescem acima dos 100%. São as empresas scale-ups. Embora o conceito não seja muito popular no País e represente apenas 1% dos CNPJs, elas já são responsáveis por gerar 50% dos novos empregos.

A Endeavor, organização internacional que apoia empreendedores de alto impacto, selecionou negócios promissores no Nordeste para integrar o programa Scale-Up 2017, voltado para empresas que dobraram de tamanho em 2016 e que esperam crescer mais de 150% neste ano. O processo avaliou 300 empresas na Região, das quais 16 foram selecionadas, sendo 14 de Pernambuco.

“Não é milagre”, já começa explicando o gerente regional da organização sem fins lucrativos Endeavor, que assiste às empresas desse perfil, Pedro Almeida. Sua justificativa, mesmo não sendo uma fórmula mágica, está em um tripé de prioridades. Em primeiro lugar, a mentalidade do empreendedor precisa ser progressista, visando o futuro.

Logo após, como consequência, vem a oferta de um produto diferenciado, inovador e único. “Daqueles que o consumidor só tem ele como opção, porque não tem outro que atenda suas necessidades igualmente”, lembra Almeida.

Por último, e não menos importante, fica o controle de gestão interna do empresário. Isso, na prática, significa manter seus custos os menores possíveis – sempre. “A pessoa à frente de uma scale-up tem sua planilha de custos na agenda todos os dias”, diz o gerente regional.

O resultado desse planejamento constante acaba implicando, inclusive, na diminuição do preço final. Na opinião de Pedro Almeida, o consumidor ou cliente é apenas a última ponta dos beneficiados com o método. “Todos saem ganhando”.

Açaí Concept, Acqio Payments, Artics, Don Diego, FindUP, Genomika, Grau Técnico, Hivelog, Kook, Lotebox, Molegolar, Mundo do Cabeleireiro, Neurotech e Self It foram as empresas pernambucanas selecionadas junto com duas baianas, Jusbrasil e Editora Sanar. “O que poucos sabem é que, mesmo não difundido inteiramente, esse tipo de instituição emprega 100 vezes mais do que empresas comuns”, destaca Almeida. Com a produtividade em ritmo praticamente frenético e eficiência, uma scale-up consegue dobrar de tamanho sem dobrar seu quadro de funcionários.

Para estimular esse modelo empresarial, a Endeavor seleciona determinado número dessas empresas para monitorar. Além de se colocar como canal de diálogo com a Prefeitura para desenvolver políticas públicas voltadas para esse segmento. Em Porto Alegre, por exemplo, o tempo que se levava para abrir uma empresa era de 480 dias. Para diminuir a demora e a burocracia, a organização negociou um projeto na cidade que conseguiu reduzir para cinco dias úteis. No mesmo intuito, a Endeavour quer mudar o cenário recifense.

O programa, que dura sete meses, ajuda empreendedores a identificar e superar os grandes desafios de seus negócio. Em 2016, cerca de 200 empreendimentos integraram o Endeavor Scale-Up no Brasil e representaram um faturamento médio de R$ 1,5 bilhão.

Fonte: Folha de Pernambuco (Editoria Economia)

Voltar para a página de Clipping