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Pernambuco atrai projeto de R$ 70 milhões para indústria de papéis

Com instalação no município de Pombos, empresa baiana OL Indústria de Papéis vai gerar 262 empregos diretos

ANUNCIO PAPELEMPOMBOS1409202020 12 

Primeiro lugar em crescimento no volume de produção industrial do Brasil, segundo o IBGE, Pernambuco continua a atrair investimentos de peso para fortalecer seu parque fabril. O mais novo projeto é da OL Indústria de Papéis, empresa baiana que montará em Pombos, no Agreste, uma filial para produção de fraldas descartáveis, papel higiênico e papel toalha, sob aporte de R$ 70 milhões. O governador Paulo Câmara e os sócios do empreendimento, juntamente com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, selaram o anúncio da nova planta nesta segunda-feira (14), em reunião no Palácio do Campo das Princesas.

A perspectiva dos investidores é a de que sejam gerados 262 empregos diretos com o “Projeto Pernambuco”. Sediada em Feira de Santana, na Bahia, a matriz está em operação desde setembro de 2008. No interior baiano, emprega 576 trabalhadores. “É uma notícia importante diante de um cenário de tantos desafios. Pernambuco continua a manter o ritmo do crescimento atraindo indústrias. A empresa vai gerar centenas de empregos com um investimento de R$ 70 milhões, ajudando na consolidação, não apenas do município de Pombos, mas também de toda aquela região do Agreste. Como polo indutor do desenvolvimento, o Governo de Pernambuco avança nessa pauta de interiorizar as indústrias que chegam aqui ao Estado”, destacou o governador.

Com a construção da segunda fábrica, que ficará numa área de 4,18 hectares, a empresa espera reduzir o custo logístico para outras praças do Nordeste, aumentando seu market share em Pernambuco e nos demais estados da região. Assim, conseguirá também desafogar a unidade baiana para focar nos mercados consumidores do Sudeste e Centro-Oeste.

“Combater a pandemia virou prioridade número um nos últimos meses, mas o Estado não parou de trabalhar para atrair novas oportunidades de negócios. A chegada da OL Papéis confirma nosso empenho em continuar interiorizando o desenvolvimento e mostra o compromisso do governador em gerar empregos em um setor essencial como a indústria”, reforçou o secretário Bruno Schwambach.

Como contrapartida estadual para atrair o investimento, o Governo de Pernambuco deve conceder, até 2032, crédito presumido do ICMS no percentual de até 90%, correspondente à redução do saldo devedor do imposto apurado em cada período fiscal. O benefício é resultante das saídas dos produtos incentivados e está enquadrado nas normas de habilitação do Proind (Programa de Estímulo à Indústria do Estado de Pernambuco).

“A AD Diper tem negociado com a empresa desde janeiro, ajudamos na chegada do empreendimento de diversas formas. Nossa equipe de atração de investimentos está auxiliando na interlocução com as principais entidades do Estado e também desenvolvendo possibilidades para a instalação da indústria em Pernambuco. Em breve, lançaremos o supply connection da OIL Papéis, para identificar possíveis fornecedores locais e ampliar o escopo de atuação do negócio”, reforça destacou Abreu e Lima, presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).

A OL Papéis possui seis marcas próprias na linha de papéis e fraldas descartáveis (Familiar Soft, Familiar Supremo, Velud Vip, Absoluto, Absoluto Decor e Fofura Baby). Além disso, produz sob encomenda para grandes redes varejistas, como Grupo Big, Sendas (Assaí), Carrefour (Atacadão) e Cencosud (G Barbosa). No tocante aos pontos de venda, a empresa atua vendendo para supermercados de rede, mercados de bairro, atacadistas e estabelecimentos do tipo “cash and carry”.

De acordo com o sócio-diretor da OL Papéis, Valdecir Roberto Bechel, a escolha por Pernambuco deu-se graças à força de vendas de Pernambuco, que é o segundo no ranking do Nordeste. “Nossa escolha foi estratégica. Queremos expandir a presença dos produtos no varejo pernambucano e nos estados de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Nosso negócio trata de produtos essenciais, e a pandemia acabou por não impactar em nossas vendas. Muito pelo contrário, tivemos crescimento”, conta Bechel.

ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS - Apesar da crise global desencadeada pelo coronavírus, de janeiro até julho deste ano foram aprovados 51 novos projetos de implantação ou expansão de indústrias, centrais de distribuição e importadoras em solo pernambucano, com a expectativa de criar 4,2 mil vagas de empregos diretos. Todos os empreendimentos passaram pelo crivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico ou do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic).

O anúncio da implantação do Terminal de Gás Natural Liquefeito, no Porto de Suape, pela Golar Power Brasil, foi o destaque do 1º semestre. A empresa, que é uma joint venture formada entre a norueguesa Golar LNG e o fundo Stonepeak Infrastructure Partners, é um dos principais grupos de logística de gás natural liquefeito do mundo e tem planos de investimento de R$ 1,8 bilhão. O empreendimento deve gerar cerca de 300 empregos diretos.

Para o Recife, no Cais de Santa Rita, foi anunciado o início das obras do Complexo Multiuso Porto Novo Recife, que será composto por centro de convenções, hotel e marina. O investimento total é de R$ 140 milhões e a previsão é de gerar 1.430 empregos diretos.

Em Goiana, o Grupo Sada anunciou a ampliação do terminal logístico e a construção de uma usina solar para geração fotovoltaica. A empresa vai investir R$ 110 milhões e gerar 300 empregos diretos com o novo empreendimento. Em Bonito, a Yazaki, fornecedora japonesa de chicotes automotivos da Jeep/FCA, está investindo R$ 60 milhões na implantação da fábrica que vai criar 1,6 mil empregos.

Já na 110ª reunião do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), realizada em julho, foram aprovados 46 projetos, sendo 18 de indústrias, 18 de importadoras e dez de centrais de distribuição. Os investimentos industriais ficaram na ordem de R$ 41 milhões, com previsão de gerar 612 empregos diretos.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM DESTAQUE - A produção industrial de Pernambuco confirma o direcionamento para atravessar a pandemia e segue apresentando números robustos. O Estado apresentou o melhor resultado do Brasil em julho, com alta de 17% ante o mesmo mês de 2019. Consolidando as medidas implementadas pelo Governo do Estado para não paralisar as atividades industriais durante a pandemia, incluindo o fortalecimento da cadeia de distribuição e o direcionamento de parte da atividade para novas demandas, o Estado registrou o terceiro mês de crescimento consecutivo no mês em análise, segundo a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (09).