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Fábricas de confecção do Agreste e RMR fornecem mais 300 mil máscaras de tecido a ações do Governo de PE para combate à Covid-19

Desde 7 de maio, a AD Diper está adquirindo os itens diretamente de empresas que possuem selo de conformidade do NCTPE

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O Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), já garantiu a compra de novas 300 mil máscaras de tecido diretamente de confecções pernambucanas. Até agora, 15 empresas se credenciaram para produzir e vender os itens por meio de chamamento público ainda aberto aos interessados. Nesta quinta-feira (21/5), está prevista a chegada da primeira remessa com 20 mil máscaras. As fábricas têm até 5 de junho para entregar todos os pedidos. A meta da AD Diper, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, é comprar até 1 milhão de peças. O item de proteção individual será utilizado pelas categorias de servidores que estão atuando diretamente nas ações de combate e mitigação dos efeitos da pandemia da COVID-19, bem como a segmentos da população.

Nesta primeira rodada de fornecimento, a produção foi adquirida de cinco empresas de Caruaru, localizado no Agreste Central; quatro de Santa Cruz do Capibaribe, uma de Limoeiro; outra de Toritama e uma de Surubim, municípios integrantes do Agreste Setentrional. Representando a Região Metropolitana, a lista conta com três confecções do Recife.

Segundo as regras do edital, disponível para os interessados no site da AD Diper (www.addiper.pe.gov.br), serão adquiridos lotes com 20 mil máscaras cada, por empresa, podendo chegar a 50 (cinquenta) lotes com a mesma quantidade. Dessa forma, um número bem maior de empresas poderá se habilitar a fornecer o insumo.

Os interessados em participar deverão encaminhar o Formulário de Credenciamento disponibilizado no site da AD Diper, preenchido eletronicamente e acompanhado dos documentos de habilitação indicados,  para correio eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O presidente da AD Diper, Roberto Abreu e Lima, aponta que o credenciamento continua aberto e que a expectativa é que um número maior de empresas se habilite nos próximos dias. “Estamos acompanhando diariamente o crescimento do interesse das confecções em se credenciar. Acreditamos e estimulamos uma participação ainda mais ampla das empresas dos diversos municípios que formam o nosso Polo de Confecções”.

A Agência está comprando somente produtos das empresas do ramo que detenham o selo de qualidade que atesta padrão de conformidade reconhecido pelo Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE), em virtude da parceria já estabelecida com essa entidade. Desde abril, as duas instituições, juntamente com a SDEC, vêm desenvolvendo o Programa Máscara Para Todos, por meio do qual mais de 100 empresas do Polo de Confecções de Pernambuco, concentrado no Agreste, receberam, até o momento, a chancela que atesta padrão de conformidade das máscaras. Por tal acordo, inclusive, a AD Diper já havia comprado 200 mil unidades desse tipo de protetor facial, que já foram repassadas a diversas secretarias e órgãos estaduais.

O NCTPE é uma organização social contratada pela SDEC para executar as políticas públicas desenhadas para o setor de têxteis e confecções. Por conta da pandemia, o Núcleo tem disponibilizado às empresas, gratuitamente, cadernos técnicos que ensinam como fabricar máscaras e outros equipamentos de proteção contra o novo coronavírus, a exemplo de batas e protetores para os pés. Os manuais estão disponíveis no site www.ntcpe.org.br e descrevem com detalhes as modelagens e insumos necessários para a fabricação de cada produto.

A ação é um desdobramento das medidas previstas pelo Decreto Estadual nº 48.969/2020. Por meio desse instrumento, o governador Paulo Câmara atribuiu à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC), a função de formar rede de atuação colaborativa entre cidadãos, empresas, sobretudo as integrantes do Polo de Confecções do Estado, e entidades da sociedade civil, para incentivar a produção, a distribuição e a entrega de máscaras, mesmo que artesanais, para a população, por conta do coronavírus. O decreto em questão estabelece a obrigatoriedade do uso de máscara para o exercício de atividade essencial no período de enfrentamento da emergência em saúde pública.